Número total de visualizações de páginas

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Catástrofes Naturais - Vulcões

O vulcanismo consiste nos processos pelos quais o magma e os gases a ele associados ascendem, a partir do interior da Terra (Ver o Tema Estrutura da Terra), à superfície da crusta terrestre incluindo a atmosfera. 

O ramo da Geologia que se dedica ao estudo do Vulcanismo designa-se por Vulcanologia. O termo que está na origem destas palavras é Vulcão. É uma palavra de origem Latina, Vulcano o deus do fogo. 

Entendemos por Vulcão uma abertura (respiradouro) na superfície da crusta terrestre, através da qual se dá a erupção do magma, dos gases e das cinzas associadas. Do mesmo modo, a estrutura, geralmente com a forma cónica, que é produzida pelas sucessivas emissões de materiais magmáticos, é nomeada por Vulcão. 

Em termos gerais, a estrutura vulcânica que forma um vulcão é designada por aparelho vulcânico

Existem diferentes tipos (logo diferentes classificações) de vulcões, resultando daí diferentes configurações dos aparelhos vulcânicos, contudo estes são, normalmente, constituídos pelas seguintes partes: 1) câmara magmática, local onde se encontra acumulado o magma, normalmente situado em regiões profundas das crustas continental e oceânica, atingindo, por vezes, a parte superior do manto (Ver Estrutura da Terra e Tectónica de Placas), 2) chaminé (principal) vulcânica, canal, fenda ou abertura que liga a câmara magmática com o exterior das crustas, e por onde ascendem os materiais vulcânicos, 3) cratera, abertura ou depressão mais ou menos circular, em forma de um funil, localizada no topo da chaminé vulcânica, 4) cone vulcânico, elevação de forma cónica que se forma por acumulação dos materiais expelidos do interior das crustas (lavas, cinzas e fragmentos de rochas), durante a erupção vulcânica.

 Para além da chaminé vulcânica, a maioria das vezes, existem outras condutas, denominadas por filões
Também se podem formar cones laterais, secundários ou adventícios ao cone vulcânico principal.

Esquema a mostra um aparelho vulcânico

aparelho vulcânico animado


Alguns tipos de Vulcões:

Tipos de erupções
Havaiano
Estromboliano
   Vulcaniano
 Peleano
Natureza da erupção
Efusiva
Efusiva com    pequenas explosões (mista)
Explosiva
  Catastrófica
Viscosidade da lava
Muito fluidaFluidaPouco viscosaMuito viscosa
Conteúdo em gases
Muito pobre
PobreRicoMuito rico
Teor em águaMuito elevadoElevadoBaixoMuito baixo
Materiais sólidos e líquidosRios de lava, escoadas longas, sem piroclastosEscoadas curtas, lapilli e bombasEscoadas muito curtas, cinzas, lapilli e bombasDoma ou agulha vulcânica, nuvem ardente
Aparelho Vulcânico
havaiano.gif (33832 bytes)
estromboliano.gif (56570 bytes)
vulcaniano.gif (70024 bytes)
peleano.gif (41286 bytes)
Esquemas de aparelhos vulcânicos característicos dos diversos tipos de erupções vulcânicas
rios_lava_Kilauea_Havai.jpg (22435 bytes)
 estrombolianoreal.gif (46537 bytes)
 pinatubo_filipinas.jpg (16120 bytes)
agulha.gif (53376 bytes)
 Imagens reais de aparelhos vulcânicos característicos dos diversos tipos de erupções vulcânicas




Catástrofes Naturais - Ciclone Tropical (Furacão, tufão)


Furacão, tufão e ciclone são nomes regionais para fortes ciclones tropicais. Os metereologistas chamam de ciclones tropicais as grandes quantidades de ar com baixa pressão atmosférica que se movem de forma organizada sobre os mares da região equatorial da Terra. Nem todos os ciclones tropicais se transformam em furacões; alguns desaparecem poucas horas depois de formados.
Para que um ciclone tropical passe a ser chamado de furacão, é preciso que seus ventos alcancem a velocidade de 120 km/h. Quando isto acontece, o ciclone assume a forma de uma rosca e é batizado pelos metereologistas com nomes como Catarina, Andrews, Ophelia…
Você sabia que existem diferenças entre os furacões que se formam no hemisfério norte e os que se formam no hemisfério sul? Os ventos dos furacões que nascem no hemisfério norte sopram em sentido anti-horário, enquanto os ventos daqueles que nascem no hemisfério sul sopram em sentido horário. Isto acontece por causa da rotação da Terra e do chamado efeito Coriolis, que entorta os ventos em direções opostas em cada um dos hemisférios.



Como se começam a formar?


Já notou como a água do mar fica mais quente ao final de um dia ensolarado? Isto acontece porque o mar concentra e conserva o calor recebido durante o dia inteiro. Especialmente durante os meses de verão, os mares tropicais recebem grande quantidade de calor e se aquecem. Quando a superfície do mar supera os 26º Celsius, o processo natural de evaporação da água passa a acontecer mais rápido. Então, o ar que está logo acima da superfície absorve o vapor d’água resultante da evaporação, ficando mais quente e úmido. Quente, o ar começa a subir formando uma coluna com baixa pressão atmosférica em volta da qual começam a soprar ventos. Conforme a coluna de ar quente e úmido sobe, o vapor d’água condensa, transformando-se em pequenas gotas. Após algumas horas, as gotas se juntam e formam nuvens e, após alguns dias de formação de nuvens, chuvas e trovões começam a acontecer.
Quando os ventos que giram em volta da coluna de ar quente atingem 120 km/h, a pressão atmosférica em uma pequena área dentro da coluna cai muito depressa: é o aparecimento do chamado olho do furacão. O olho é uma região de calmaria, onde os ventos são leves, não ultrapassando os 32 km/h. Se você pudesse entrar em um furacão, primeiro sentiria ventos muito fortes soprando na sua direção, depois encontraria uma área mais quente e o sopro de uma brisa e, finalmente, chegaria em uma nova região com ventos violentos. Os ventos de um furacão podem atingir até 250 km/h!
Os furacões duram, em média, seis dias e viajam a uma velocidade que varia entre 19 km/h e 32 km/h. As tempestades completamente desenvolvidas se movem mais rápido que as tempestades jovens. Os furacões trazem ainda ondas de até 12 metros de altura e uma variação de até 5,5 m na quantidade normal de chuvas da região atingida.


A diferença entre um Furacão e um Tornado
Embora ambos sejam vórtices atmosféricos, eles tem muito pouco em comum. Os tornados são fenômenos primariamente continentais, de modo que o aquecimento solar sobre o continente usualmente contribui favoravelmente para o desenvolvimento da tempestade que dá início ao tornado (embora também existam tornados sobre o mar, que são chamados de trombas d’água).
Nome
Velocidade máxima dos ventos quando tocou terra
Data
Onde tocou terra como Categoria 5
Sem nome
256 Km/h
Setembro 13, 1928
Porto Rico
Sem nome
256 Km/h
Setembro 5, 1932
Bahamas
Sem nome
256 Km/h
Setembro 3, 1935
EUA/Flórida (Keys)
Sem nome
256 Km/h
Setembro 19, 1938
---
Sem nome
256 Km/h
Setembro 16, 1947
Bahamas
Dog
296 Km/h
Setembro
 6, 1950
---
Easy
256 Km/h
Setembro
 7, 1951
---
Janet
280 Km/h
Setembro 28, 1955
México
Cleo
256 Km/h
Agosto 16, 1958
---
Donna
256 Km/h
Setembro 4, 1960
---
Ethel
256 Km/h
Setembro 15, 1960
---
Carla
280 Km/h
Setembro 11, 1961
---
Hattie
256 Km/h
Outubro 30, 1961
---
Beulah
256 Km/h
Setembro 20, 1967
---
Camille
304 Km/h
Agosto 17, 1969
EUA/Mississipi
Edith
256 Km/h
Setembro 9, 1971
Nicarágua
Anita
280 Km/h
Setembro  2, 1977
---
David
280 Km/h
Agosto 30, 1979
---
Allen
304 Km/h
Agosto 7, 1980
---
Gilbert
296 Km/h
Setembro 14, 1988
México
Hugo
256 Km/h
Setembro 15, 1989
---
Mitch
288 Km/h
Outubro 26, 1998
---


terça-feira, 17 de maio de 2011

Catástrofes Naturais - Sismos

O que é um sismo?

Um sismo é um fenómeno natural resultante de uma rotura mais ou menos violenta no interior da crosta terrestre, correspondendo à libertação de uma grande quantidade de energia, e que provoca vibrações que se transmitem a uma vasta área circundante.

Na maior parte dos casos os sismos são devidos a movimentos ao longo de falhas geológicas existentes entre as 
diferentes placas tectónicas que constituem a região superficial terrestre, as quais se movimentam entre si.

Quanto tempo dura um sismo?


A duração de um sismo varia desde poucos segundos até dezenas de segundos, raramente ultrapassando um minuto. Após o sismo principal geralmente seguem-se reajustamentos do material rochoso que dão origem a sismos mais fracos denominados réplicas.

Podemos prever um sismo?

Embora muitos cientistas estejam a fazer investigação nesse sentido, ainda não é possível prever os sismos. No entanto, é possível tentar minimizar os seus efeitos identificando zonas de maior risco, construindo estruturas mais sólidas, promovendo a educação da população, nomeadamente no que diz respeito às medidas de segurança a serem tomadas durante um sismo, e elaborando planos de emergência.

Maiores sismos:


Data -  16 de Junho de 1990 /Magnitude - 7.7 / Mortos - 1597  / Local -  Províncias de Luzón


Data - 20 de Outubro de 1991 /Magnitude - 6.1  / Mortos - 2000 / Local - Norte da Índia


Data - 22 de Março de 1992 /Magnitude - 6,3 / Mortos -1000 / Local - Leste da Turquia


Data - 13 de Dezembro 1992 /Magnitude - 7.5 / Mortos -2500 / Local - Indonésia


Data - 30 de Setembro de 1993  /Magnitude - 6.4 / Mortos - 7601 / Local - Maharastra


Data - 17 de Janeiro de 1995 /Magnitude - 7.2 / Mortos - 6400 / Local - Japão


Data - 28 de Maio de 1995 /Magnitude - 7,5 / Mortos - 2000 / Local - Ilha de Sajalin

Data - 28 de Fevereiro de 1997 /Magnitude -  5,5/ Mortos -1000  / Local - Irão

Data -  10 de Maio de 1997 /Magnitude -  7.1 / Mortos -1560 / Local -Irão

Data - 4 de Fevereiro de 1998 /Magnitude - 6,1 / Mortos - 4400  / Local - Afeganistão

Data - 30 de Maio de 1998 /Magnitude - 7,1  / Mortos -5000 / Local - Afeganistão

Data - 25 de Janeiro de 1999 /Magnitude - 6,2  / Mortos -1100  / Local - Colômbia